quarta-feira, 30 de junho de 2010

PEDRO BÓ

                            

E me vou pelo caminho longo que deus me impõe...
Aos olhos dos outros lanço sorrisos e bons dias sinceros........
Pelo caminho deixo cair flores....
Me perguntam porque?
Para na fadiga do meu retorno...
Eu tenha um caminho calmo e macio para colocar meus pés cansados!
E o brilho dos sorrisos iluminem e me deem força para retornar...
Pois tão logo chegue me dirão vc tem que retornar...
Este é meu mundo minha vida carrego nas costas,
Tenho varias moradas por certo abrigo não faltara em minha jornada...
Cada ser que conheço é um mundo dentro do meu mundo...
Eu exploro descubro eu desabrocho a alma relatada...
Das suas alegrias eu quero saber seus medos vou a fundo...
Assim vou eu  e descubro um ser um mundo dentro do meu mundo...
Obrigado senhor pelos caminhos traçados, pedras e pó...
contigo eu ja enfrentei, que triste cena chega a dar dó...
Cabloquinho ralo, franzino, virado em osso só...
Matuto na lida sem igual berra o capataz ...
Anda moleza da pesti que lerdeza Pedro Bó...
Arrastando os pés resmunga eita satanaiz....
Não si podi chora nem mais num canto in paiz...

"Assim é meu mundo esse relato que agora criei,
mais e verídico, pois com meus olhos presenciei,
o caboclinho escanecido pelo sol vivênciei,
A Pedro Bó a quantas andara,
La pras banda de Minas eu a caminha,
Essa peleia verbal do capataz escuta,
Dez anos chegou a passa,
E Pedro Bó e tantos outros mundos num ser....
O tempo da minha mente não consegui apaga..."

M.S.M. 29/06/2010