quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

 
Simples assim
Em prantos e ferido, mas lucido  escrevo.
Meu pesar, minha alegria!
Em tom critico prescrevo.
Por nossa raça, minha antipatia!
Eu tão volúvel e primário ser.
Tão prestativo e tão inútil.
De material nada almejo ter...
Só quero a sabedoria que me seja útil!
Para que? Não sei ou não interessa.
Possa eu fazer um só ser feliz!
Que demore não tenho pressa!
Se é que já não o fiz!
Oh vida triste, opaca só dor.
Seres ocos e nulos na verdade!
Não tem alma quem dirá amor...
Procedem em medíocre falsidade.
Odeio a todos e também os amo!
São falsos e também verdadeiros!
As vezes pelo criador eu clamo.
E sem ao menos o ver eu creio!
Clamo ao criador sem receio.
Escrevo e não leio.
Duplico mais não ceio.
O bonito acho feio.
E o criador por não veio?
E por isso entre a raça humana...
Alguns dizem eu te amo!
E outros eu te odeio!