quarta-feira, 15 de julho de 2009

Futuro.

Suponhamos haver a salvação,
quem seria o salvador então.
Oque causaria a dita redenção,
quem lograria a graça, a bênção.

Suposições só suposições,
pois oque vemos são canhões.
Diálogos insanos e fúteis bordões,
o homem com suas pestes, suas próprias criações.

O amor já uma futilidade.
queremos conforto e modernidade.
Desejamos em tudo agilidade,
na pressa, na ânsia esquecemos o amor a fraternidade.

Perdemos o tino a ingenuidade,
esquecemos da infância da mocidade.
Quem nos julga na verdade,
como será a posteridade.

Verão a luz?
Não a da bomba atômica!
Viverão a vida?
Não a da doença crônica!
Terão a sociedade?
Não a Babilônica!
E então somos nós a força infinita?
Filhos dos filhos dos filhos, dos filhos...
Em nossas mãos a vida, a morte, a destruição...
Como serão nossos filhos a próxima geração?
Serão seres ou a mutação?
Terão consciência ou como nós só pretensão!